Apresentação do PowerPoint

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ESTRATGIAS DE ABORDAGEM NO TRATAMENTO DO TABAGISMO Silvia Cardoso Bittencourt Mdica /Professora Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) TABAGISMO NO BRASIL Frequncia de adultos (acima de 18 anos) fumantes segundo dados do Vigitel* 2013 (estimativa): Entre 5,2% em Salvador e 16,5% em Porto Alegre; Florianpolis - 12,4% ** Brasil - 11,3% (BRASIL, 2014) *VIGITEL (Pesquisa de Vigilncia de Fatores de Risco e Proteo para Doenas Crnicas por Inqurito

Telefnico, realizada periodicamente pelo Ministrio da Sade); ** Em 2009 a estimativa para Florianpolis era de 20,2% da populao acima de 18 anos e para o Brasil 15,5% (BRASIL, 2010). ATENDIMENTO AO FUMANTE - SUS Tratamento do tabagismo no Sistema nico de Sade (SUS): PORTARIA N 571, DE 5 DE ABRIL DE 2013 (BRASIL, 2013); Modelo de interveno baseado na abordagem cognitivo comportamental com apoio de medicamentos (se necessrio) (BRASIL, 2013; BRASIL/INCA ,

2014; BRASIL/INCA, 2001; REICHERT et all, 2008); O modelo cognitivo comportamental com apoio do uso de medicamento preconizado em diferentes pases, em instituies pblicas ou privadas (ARAJO, 2012; CAN-ADDAPT, 2011; REICHERT et all, 2008; UNIVERSITY OF MICHIGAN, 2012). PORTARIA N 571, DE 5 DE ABRIL DE 2013 (BRASIL, 2013) Art. 2 - Diretrizes para o cuidado s pessoas tabagistas: I. Reconhecimento do tabagismo como fator de risco para as diversas doenas crnicas; II. Identificao e acolhimento s pessoas tabagistas em todos os pontos

de ateno; III. Apoio teraputico adequado em todos os pontos de ateno; IV. Articulao de aes intersetoriais para a promoo da sade, de forma a apoiar os indivduos, a famlia e toda a comunidade na adoo de modos de vida saudveis; V. Estabelecimento de estratgias para apoio ao autocuidado das pessoas tabagistas, de maneira a garantir sua autonomia e corresponsabilizao dos atores envolvidos, com participao da famlia e comunidade. PORTARIA N 571, DE 5 DE ABRIL DE 2013 (BRASIL, 2013B) Art. 4 O tratamento das pessoas tabagistas inclui avaliao clnica, abordagem mnima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessrio, terapia medicamentosa, cujas diretrizes clnicas sero disponibilizadas pelo Ministrio da Sade ou definidas localmente.

Art. 5 Sero disponibilizados para apoio ao tratamento das pessoas tabagistas os seguintes medicamentos: I - Terapia de Reposio de Nicotina Adesivo transdrmico (7mg, 14mg e 21mg), Goma de mascar (2mg) e Pastilha (2mg) II - Cloridrato de Bupropiona Comprimido (150mg). ATENDIMENTO AO FUMANTE - SUS Aconselhamento mnimo (PAAP*): todos os indivduos que chegam a um servio de sade devem ser questionados sobre o hbito de fumar; Caso sejam fumantes, devem ser questionados se j pensaram em parar de fumar;

Caso demonstrem interesse em parar de fumar devem ser aconselhados a parar, acompanhados (PAAPA* ou acompanhamento intensivo) ou encaminhadas a servios de apoio para abandono do cigarro. *PAAP Pergunte, Avalie, Aconselhe, Prepare (ARAJO , 2012; BRASIL/INCA, 2001, p.14) **PAAPA Pergunte, Avalie, Aconselhe, Prepare, Acompanhe (ARAJO, 2012; BRASIL/INCA, 2001, p.14). TRATAMENTO INTENSIVO FUMANTE - SUS Acompanhamento por pelo menos quatro semanas seguidas, aps avaliao inicial, e depois conforme necessidade retornos individuais ou em grupo (sesses estruturadas) (ARAJO, 2012; INCA 2014); Apoio de medicamentos, hoje disponveis no SUS adesivos nicotina (7, 14 e 21mg), goma nicotina

(2mg), pastilha nicotina (2mg) e bupropiona (150mg/ comp) (BRASIL 2013; INCA 2014); Material educativo: cartilhas. ATENDIMENTO AO FUMANTE 1. Avaliar fase de motivao; 2. Argumentos motivacionais em diferentes situaes; 3. Comorbidades; 4. Estratgias no acompanhamento; 5. Acompanhamento aps cessao; 6. Outros desafios. FASES DE MOTIVAO Prochaska e Diclemente (Velicer et all, 1998; Reichert

et all, 2008), a partir da dcada de 1980, desenvolveram um modelo* para auxiliar na identificao da fase de motivao em que o indivduo se encontra, para diferentes situaes de dependncia ou proposta de mudana de hbito, inclusive o tabagismo. * Modelo transterico (modelo integrativo, construdo a partir de diferentes teorias psicolgicas) com foco na prontido para a mudana a partir de estgios motivacionais pelos quais o indivduo transita (Szupszynski e Oliveira, 2008). FASES DE MOTIVAO (VELICER et all, 1998; REICHERT et all; SZUPSZYNSKI e OLIVEIRA, 2008) Pr-contemplao: no pretende tomar uma atitude de mudana (nos prximos 6 meses) pode ser por falta de

informao ou por tentativas anteriores no exitosas, p.e.; Contemplao: pretende tomar uma atitude de mudana (nos prximos 6 meses) h ambivalncia entre os prs e contras; Preparao: pretende tomar uma atitude de mudana (no prximo ms) geralmente vm provocando mudanas na sua vida no ltimo ano; Ao: tem feito mudanas (mudanas claras no seu comportamento) especficas para alcanar seu objetivo (no caso do tabagismo, considera-se fase de ao quando para o cigarro); Manuteno: trabalha para prevenir lapsos e recadas. FASES DE MOTIVAO Para iniciar o acompanhamento intensivo do

fumante (acompanhamento semanal, individual ou em grupo), importante que ele esteja pelo menos na fase da ao; As fases no so estticas e espera-se que o fumante saia das fases iniciais para as seguintes; Para os fumantes que esto nas fases de prcontemplao e contemplao, a proposta promover estmulos para mudana de fase e ento iniciar o processo de parada. Fases Motivao (Modelo Prochaska e Diclemente) Seguimento 6m-2a PrContemplao Contemplao

Manuteno Recada Preparao Ao ARGUMENTOS MOTIVACIONAIS EM DIFERENTES SITUAES (ARAJO, 2012; BRASIL/INCA, 2001; VELICER et all, 1998; REICHERT et all, 2008 ) Todos os fumantes que procuram um servio de sade podem se beneficiar do apoio de profissionais de sade; O importante ter intervenes especficas em

diferentes fases de motivao e acompanhar o progresso de cada indivduo; Conhecer o indivduo e estabelecer uma relao de confiana imprescindvel para o xito. ARGUMENTOS MOTIVACIONAIS EM DIFERENTES SITUAES Pr-contemplao: informar e ficar disposio; no abandonar esse indivduo; Contemplao: identificar barreiras e dificuldades; fazer retornos para identificar essas dificuldades e sugerir estratgias; Preparao: desenhar estratgias para mudana; retornos mais frequentes; identificar comorbidades; estimular para marcar a parada; conversar sobre a data da parada; pode ser encaminhado para acompanhamento intensivo;

Ao: iniciar o acompanhamento intensivo (individual ou em grupo); auxiliar nas dificuldades que apaream; iniciar medicao de apoio se necessrio; ver efeitos colaterais de medicao quando em uso; Manuteno: manter acompanhamento regular (individual ou telefnico, p.e.) e lidar com comorbidades. ESTRATGIAS NO ACOMPANHAMENTO Retornos individuais ou em grupo aps as 6 primeiras semanas; Rede Social: locais para atividades de lazer, atividade fsica, cursos, entre outros. Encaminhamento para acompanhamento psicolgico e/ou nutricional, quando

necessrio; Acompanhamento telefnico. Crditos imagens http://www.sistema-nervoso.com/images/ilus/who_santanilla_Bicicleta.jpg http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/mundo-da-musica.gif http://www.univ-ab.pt/disciplinas/dcet/n586/images/roda_alimentos.jpg ESTRATGIAS NO ACOMPANHAMENTO Acompanhamento telefnico como recurso para aumentar o sucesso no abandono do tabagismo (no servio local). Linhas telefnicas, preferencialmente com

ligaes do servio para os participantes de programas de abandono de tabagismo aumentam as chances de abandono do cigarro; o nmero de ligaes parece ser mais importante do que o tempo de ligao (WHO, 2011) ; Estudo de reviso (STEAD et all, 2013) analisou 77 estudos controlados com cerca de 85 mil participantes e evidenciou melhora nas taxas de abandono (tanto para aconselhamento telefnico por parte dos profissionais de sade quando linhas telefnicas para demanda de fumantes); 136 Disque Sade (BRASIL/INCA, 2014). Crditos: Silvia C. Bittencourt, 2015

COMORBIDADES Estabilizar situao de sade; Cuidado especial com: Quadros depressivos Quadros psiquitricos em geral Doenas isqumicas Obesidade Ver necessidade de acompanhamento com outros profissionais, em equipe (ESF, CAPS, p.e.), uso de medicaes especficas. COMORBIDADES Aliados: Atividade fsica (ansiedade, sintomas depressivos,

obesidade); Atividades de lazer; Balas diet, especiarias (cravo, canela, gengibre); Desafios: Aparecimento de quadros no identificados anteriormente (psiquitricos, obesidade, p.e.); Efeitos colaterais medicamentos; Sintomas abstinncia. ACOMPANHAMENTO APS CESSAO (6 meses a 2 anos) Em consultas por outras razes; Em consultas especficas de retorno (diferentes profissionais, adequar frequncia a cada caso);

Por telefone; Visitas domiciliares (equipe); Encontros de grupo - convidar para encontros especficos, p.e., datas comemorativas. OUTROS DESAFIOS Ganho de peso; Narguil ; Cigarro eletrnico;

Grupos especficos; Medicamentos no disponveis no SUS. REFERNCIAS ARAJO, A.J. (Org). Manual de condutas e prticas em tabagismo: Sociedade Brasileira de Pneumologia. So Paulo: AC Farmacutica, 2012.

BRASIL, MINISTRIO DA SADE. Vigitel Brasil 2013: vigilncia de fatores de risco e proteo para doenas crnicas por inqurito telefnico. 2014. Braslia: Ministrio da Sade. Disponvel em: < http://biavati.files.wordpress.com/2014/05/vigitel-2013.pdf >. Acesso em 04 fevereiro 2014. BRASIL/INSTITUTO NACIONAL DO CNCER (BRASIL/INCA). Poltica Nacional de Controle do Tabaco: relatrio de gesto e progresso 2011-2012. 2014. Disponvel em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/observatorio_controle_tabaco. Acesso em 16 de fevereiro 2015. BRASIL, MINISTRIO DA SADE. Portaria n. 571, de 5 de abril de 2013. 2013. Disponvel em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0571_05_04_2013.html >. Acesso em 10 novembro 2014. BRASIL/INSTITUTO NACIONAL DO CNCER (BRASIL/INCA). Abordagem e tratamento do fumante: consenso 2001. Rio de Janeiro: INCA, 2001. Disponvel em: < ttp://www1.inca.gov.br/tabagismo/publicacoes/tratamento_consenso.pdf> Acesso em 04 fevereiro 2014.

REFERNCIAS BRASIL, MINISTRIO DA SADE. Vigitel Brasil 2009: Vigilncia de fatores de risco e proteo para doenas crnicas por inqurito telefnico - VIGITEL, Secretaria de Vigilncia em Sade Braslia: Ministrio da Sade, 2010. Disponvel em: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/publicacao_vigitel_2009.pdf>. Acesso em

14 fevereiro 2015. CAN-ADAPTT. Canadian smoking cessation clinical practice guideline. Toronto, Canada. 2011. Disponvel em: Acesso em 05 fevereiro 2014. REICHERT et all. Diretrizes para cessao do tabagismo: 2008. J Bras Pneumol. 34(10):845880 2008. Disponvel em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/is_digital/is_0408/pdfs/IS28%284%29116.pdf>. Acesso em 16 fevereiro 2015. SANTOS, J.D.P. et all. Tabagismo. In: DUNCAN, B et all. Medicina Ambulatorial. Porto Alegre: Artmed, 2013, 4a Edio. STEAD et all. Is telephone counseling effective as part of a programme help people stop smoking? Cochrane Summaries. 2013. Disponvel em: . Acesso em 10 novembro 2014. REFERNCIAS

SZUPSZYNSKI, K.P; OLIVEIRA,M.S. Adaptao brasileira da University of Rhode Island Change Assessment (URICA) para usurios de substncias ilcita. Psico-USF. v. 13, n. 1, p. 31-39, jan./jun. 2008. Disponvel em: < http://www.scielo.br/pdf/pusf/v13n1/v13n1a05.pdf>. Acesso em 16 fevereiro 2015. UNIVERSITY OF MICHIGAN. Tobacco treatment. 2012. Disponvel em: < http://www.med.umich.edu/1info/fhp/practiceguides/smoking/smoking.pdf> Acesso

em 04 fevereiro 2014. VELICER , W. F, PROCHASKA, J. O., FAVA, J. L., NORMAN, G. J., REDDING, C. A. Smoking cessation and stress management: Applications of the transtheoretical Model of behavior change. Homeostasis, 38, 216-233, 1988. Disponvel em: < http://www.uri.edu/research/cprc/TTM/detailedoverview.htm > . Acesso em 16 fevereiro 2015. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Developing and improving national toll-free tobacco quit line services : a World Health Organization manual. Geneva: WHO Press, 2011. Disponvel em: < http://whqlibdoc.who.int/publications/2011/9789241502481_eng.pdf?ua=1> . Acesso em 16 de fevereiro 2015.

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